30 de jun de 2015

SUPER GTS 2 – Nick Nagano quebra hegemonia do Toyota Supra e Diego Costa se torna campeão em Mid-Field

O 'Round 5 – MID-FIELD GT 90 MINUTES RACE', quinta rodada do calendário da segunda temporada do SUPER GTS, foi realizada no circuito fictício de Mid-Field Raceway no sentido horário, por volta das 22h10 do dia 27 de junho de 2015. Os vencedores dessa etapa foram Nick Nagano (#1 NAG-R HSV-Evo LM),  na GT500, e Diego Costa (#8 Vette Racing), na GT300.

O que acontece quando você está por dentro de uma temporada completamente dominada por um carro X? Enjoa? Torce pra concorrência superá-lo? Pois bem. Eis que finalmente os Toyota Supra acabaram sendo derrotados na penúltima etapa do SUPER GTS 2, no recém chegado circuito de Mid-Field, figura carimbada do Gran Turismo até o GT4, quando foi abdicado do GT5.

Vamos começar falando do qualifying: apenas quatro pilotos da GT500 trouxeram seus carros para Mid-Field Raceway. Faltaram Júlio Cazari (#22 Kzari HSV-010), Otto Wilson (#99 Tacit Ronin Lexus SC430) e Alexandre Sombra (#11 Schatten Racing GT-R), deixando a corrida um pouco mais fácil para Tavares Junior (#82 Forrozin Fast SC430), Roberto Denner (#21 RD Supra Bebê 45T), Lucas Furlan (#5 FPR ESSO Ultron Supra) e Nick Nagano (#1 NAG-R HSV-Evo LM), quase livres. Furlan, com o chassi novo (e também, novo nome), fez a melhor volta no dia 26, garantindo sua terceira pole position na temporada. Foi seguido por Nick Nagano e Tavares Junior. Denner ficou com a quarta posição porque não compareceu ao qualifying. Na GT300, contraditório à classe maior, seis pilotos presentes: Diego Costa (#8 Vette Racing), Maciel Claudino (#12 Atom Joker RX-7),  Rafael Pereira (#32 USTIO IS350), Anderson da Silva (#36 MB DRT SLS) e Gian Carvalho (#85 OAK Corvette Z06). Raphael Capuchinho (#15 SLS Minardi GT) completou o grid na corrida.
Com a esvaziada GT500, era esperado que não ocorresse muitos problemas, pelo contrário: já na primeira volta, o pega do momento era de Nick Nagano e Lucas Furlan, que tinham acertos completamente iguais. Junior ficou pra trás aturando Roberto Denner, que o passou já na segunda volta. A battle for 1st foi intensa até na hora de parar pra troca de pneus. O primeiro a fazer isso, diferente do habitual, foi Furlan. O #5 FPR ESSO Ultron Supra estava na segunda posição e aproveitou a chance para tirar vantagem depois.

O problema é que Nick Nagano foi tão preciso que mesmo parando uma volta depois, conseguiu sair na frente do indaiatubano. No entanto, Denner permaneceu na pista e almejava parar aos 30 minutos de corrida. Uma estratégia típica de quem quer ganhar vantagem conservando os pneus e fazendo menos paradas que os demais. Enquanto Denner tentava de tudo pra tirar vantagem lá na primeira colocação, o #5 FPR ESSO Ultron Supra tentava de tudo pra buscar o #1 NAG-R HSV-Evo LM. O negociamento de ultrapassagens com os retardatários também foi crucial nesta corrida.

Denner efetua sua parada e Junior, depois de três erros catastróficos, abandona. Lucas Furlan, no momento, tentou de tudo, mas não conseguiu. Nagano pegou um pouco de grama, derrapou e perdeu muita velocidade na volta 36, mas quem disse que seria garantia pro Furlan assumir a primeira colocação? Foi ultrapassado novamente por Nick na volta seguinte, no mesmo trecho onde perdeu a posição. Com um carro bem mais gasto que o de Nick, Furlan efetuou sua segunda parada na corrida. Nagano foi pro pit-stop na volta seguinte e, de novo, saiu em vantagem à frente de Lucas. O Honda HSV-010 acabará que mostrando seu potencial em Mid-Field: não era o carro mais rápido, mas sim o mais estável.

Aos 40 minutos de corrida, já era possível ver o tempo nublado. A chuva poderia cair a qualquer hora, mas diferentemente de Suzuka, não aconteceu. A diferença entre Nagano e Furlan decaiu por volta dos 50 minutos, uma vez que o Supra é o melhor carro de reta da GT500 e o mais vantajoso em situações como pegar vácuo de outros carros na pista. Mas Nick Nagano acabou resistindo, completamente diferente do que era acostumado (em ocasiões anteriores, não importava quem era o líder, Lucas o passava e tirava vantagem disso). Nem os retardatários "ajudaram" a Nagano ser lento em Mid-Field.
Denner fez uma parada um pouco mais cedo do que esperava, já que o plano era parar nos 60 minutos de prova (parou aos 56) e precisou contar com o bom desempenho de seu #21 RD Supra Bebê 45T para não vacilar no fim. O que ele não esperava era que Furlan e Nagano, mesmo fazendo três paradas, conseguiram superá-lo. Nas voltas finais, ultrapassaram o cearense, vencedor da primeira etapa da temporada. Mas nem tudo estava perdido, pois Lucas perdeu seu carro pra pane seca e ainda rodou, após uma longa batalha com Nick Nagano pelo primeiro lugar. Não restou outra alternativa a não ser terminar "passeando" com seu carro lento pelo circuito inteiro no minuto final e ter perdido a segunda posição pra Denner. Um duro golpe pro líder do campeonato ter terminado dessa forma. No entanto, um objetivo alcançado por Nick Nagano, que segundo o próprio, "queria apenas uma vitória no campeonato, pois não estou focado em conquistar o campeonato de novo. Mas, se tenho chances, vou à luta."

Por coincidência, no ano passado, o carro a ser batido era justamente o Honda HSV-010. Na penúltima etapa, o carro vencedor acabou sendo o Nissan GT-R de Otto Wilson, quebrando uma hegemonia que durava cinco corridas seguidas.
Como foi dito, a classe GT300 estava recheada. 6 pilotos compareceram à corrida – iriam ser 7, mas Clayton Nemezio desistiu por forças maiores (o piloto espera a segunda filha e está de plantão para recebê-la a qualquer momento). Anderson da Silva, o #36 MB DRT SLS, marcou a segunda pole consecutiva e tentava apagar o desfecho cometido em Suzuka, quando era líder e errou na última volta, deixando livre passagem para Diego Costa (#8 Vette Racing) vencer pela terceira vez no campeonato.

Aqui, em Mid-Field, Anderson perdeu a primeira posição logo na largada, mas conseguiu recuperar, depois de uma travada batalha com Diego Costa, que largou em segundo. Rafael Pereira, o #32 USTIO IS350, seguiu sem atrapalhá-los. Lá atrás, Gian Carvalho e Maciel Claudino (#85 OAK Corvette Z06 e #12 Atom Joker RX-7, respectivamente) disputavam o que Anderson e Diego disputavam na fila da frente. Sem nenhuma novidade, Raphael Capuchinho (#15 SLS Minardi GT) faz lambança logo no início de prova e faz papel de retardatário até para seus colegas da GT300.

Até então tudo bem pro pessoal. Diego perde um pouco de rendimento e Rafael vai à caça. Consegue passá-lo, inclusive, mas perdeu controle na primeira curva da volta 18, típica de lambanças. Com isso, Diego reassumiu sem problemas o segundo lugar conquistado no qualifying. O erro custou à Rafael dois segundos de diferença entre os dois.

Anderson, aos 30 minutos de prova, foi o primeiro a efetuar a primeira parada, seguido por Rafael na mesma volta para tentar tirar alguma vantagem sob Diego. No meio desse fluxo, Maciel conseguiu ultrapassar Gian e tomar conta da quarta colocação por um tempo até que fosse pros boxes. 5 voltas depois, Diego troca seus pneus e volta em completa desvantagem atrás de Rafael e Anderson, que à altura lhe colocou 11 segundos de diferença e se sobressaiu por ter feito a parada bem mais cedo. O último a parar foi Gian.
Com a parada tardia de Gian (incrivelmente até os 46 minutos!) fez com que ele perdesse tanto tempo na pista a ponto de quase ser ultrapassado por Maciel, que parou aos 30 minutos. De nada adiantou e o piloto voltaria muito atrasado em relação aos rivais. Ao que parecia, confiava em apenas uma parada em uma corrida de 90 minutos. Um descuido fez com que Maciel rodasse na pista e danificasse temporariamente seu eixo traseiro direito, que fez com que ele se distanciasse ainda mais da turma do top 3. Bastante similar à situação de Maciel, Anderson rodou seu #36 MB DRT SLS no mesmo trecho e acabou jogando fora toda sua distância de Rafael Pereira – de 9 segundos de gap, caíram pra 3 segundos. Para "se safar" do tempo perdido, tentou uma parada inesperada aos 50 minutos, após 43 voltas completadas.

Rafael Pereira efetuou sua segunda parada aos 61 minutos de prova e conseguiu voltar na frente de Anderson, perseguindo. O piloto do #36 MB DRT SLS, desnecessariamente, acabou faznedo outra parada 15 minutos depois de sua última. Rafa deu sorte também de ter Diego Costa parando 10 minutos depois. A partir daí, era correr pro abraço (e pra constância) para não ter a baboseira de perder o carro e a primeira colocação. A diferença entre Rafa e Diego oscilava, mas decaiu quando o #32 USTIO IS350 não tinha mais gasolina – o piloto não encheu o tanque como deveria e precisou economizar o pé e efetuar uma parada extra na última volta, totalmente inesperada! Antes disso, ele quase perdeu o carro quando errou a primeira curva da pista, coincidentemente a mesma de algumas lambanças da galera. Foi condição perfeita para Diego Costa, que já estava próximo de qualquer jeito, podendo comemorar a quarta vitória seguida – que lhe deu automaticamente o título de campeão da GT300! Parabéns, Diego!

INTERVIEW

Classe GT500
Primeiro lugar
#1 NAG-R HSV-Evo LM / Nick Nagano
"Fantástico! Jamais esquecerei essa corrida. Comecei com a expectativa de vencer... Dito e feito. O ritmo entre eu e o Lucas era muito parecido, bem similar ao que foi feito em Suzuka. O Denner tinha carro também, mas acho que pecou um pouco na estratégia... Ou eu e o Lucas que estávamos mais rápidos, mesmo. Eu não imaginava o Lucas perder o carro pro combustível, tudo bem que ele já tava um pouco distante de mim, mas mesmo assim é uma pena. Enfim... Eu não tenho muito o que falar além disso. Estou feliz demais! Tive uns probleminhas com o pessoal da GT300, mas nada grave, tudo coisa de corrida. O único problema, da endurance inteira, foi ter muitas baixas, incluindo o abandono do JR. Vamos pra final em Motegi! Enquanto isso, vou comemorando minha vitória em Mid-Field. Agora já posso encerrar a temporada feliz!"

Segundo lugar
#21 RD Supra Bebê 45T / Roberto Denner
"Comecei num ritmo legal, mas acho que o carro perdeu muita potência com o passar da corrida e consequentemente, meu ritmo caiu junto. Fiz uma estratégia diferente da galera... Não sei se foi boa ou ruim, haha! Ainda tive uma disputa legal com o Nagano. Só foi paia que só correram 4 GT500 e só 3 terminaram... Parabéns Nagano e Diego!"

Terceiro lugar
#5 FPR ESSO Ultron Supra / Lucas Furlan
"Começo de prova mal pra mim, andando num ritmo muito lento pro que o carro era capaz, e no final deixo o combustível acabar... Só não digo que é corrida pra esquecer porque foi muito legal as brigas por posições minha contra o Nagano."

Classe GT300
Primeiro lugar
#8 Vette Racing / Diego Costa
"Outra corrida sem ritmo pra acompanhar o Anderson, mas dava pra tentar algo na minha estratégia. Só que o Rafael foi mais eficiente com o carro/estratégia, apesar do pit na última volta... Em condições normais, eu não chegaria nele. Motegi é uma pista que eu não estou acostumado, vamos ver no que dá."

Terceiro lugar
#36 MB DRT SLS / Anderson da Silva
"Acho que dessa vez o óleo me quebrou as pernas... Puta que pariu! 30cv a menos e aí ficou difícil buscar o Rafael Pereira e o Diego Costa... Vivendo e Aprendendo."

Quarto lugar
#12 Atom Joker RX-7 / Maciel Claudino
"Corri no meu limite. Parabéns para galera. A disputa foi bonita nas duas categorias entre os 3 primeiros. Peço desculpas ao Nick Nagano, dei uma fechada nele, tomei um susto, não tinha visto ele... Pra mim, a minha corrida foi uma pra esquecer."

Vamos ressaltar também que o título da GT500 ainda não foi definido, mas nas equipes, a FPR já é campeã imediata. Deixemos nossos parabéns ao Lucas Furlan, o melhor acertador de carros do grupo! (Três pole positions, três voltas mais rápidas e três vitórias!)

Nos vemos no próximo fim de semana, lá em Motegi!

RESULTADO DA CORRIDA
RANKING DE PILOTOS
RANKING DE EQUIPES

GALERIA DE FOTOS

Um comentário:

  1. O jogo Gran Turismo, na verdade é um jogo de origem maligna, e o criador de Gran Turismo (Kazunori Yamauchi), é um grande bruxo no Japão, ele também usa simbologias no jogo, como forma de obter a energia das pessoas que compram e jogam o jogo Gran Turismo.

    Exemplo quando você estiver jogando Gran Turismo 4, repare no mapa da pista que está do lado esquerdo, e a bola vermelha que representa o seu carro, fica piscando conforme os batimentos de um coração.

    Repare também que a bola é ``vermelha´´ e não de outra cor.

    Repare também que quando o seu carro estiver na pista, sempre existe um circulo em forma de sol quase transparente, não muito perceptível, na tela da TV.

    Em Gran Turismo 3, repare também que existe uma alusão muito grande ao sol na maioria das pistas de corrida, e os faróis dos carros, tem um formato de uma estrela, como também quando você entra no mapa dos países, que tem a sua garagem, repare que a seta do seu controle fica piscando na tela conforme os batimentos de um coração.

    Existe também outras alusões que poderia falar, mais prefiro que as pessoas percebam por si próprias.

    Assim como a Konami é satânica!

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